O Dálmata é reconhecido mundialmente pela pelagem branca com manchas pretas ou marrons, corpo esguio e cauda arqueada que transmite elegância.
Essa aparência in...
O Dálmata é reconhecido mundialmente pela pelagem branca com manchas pretas ou marrons, corpo esguio e cauda arqueada que transmite elegância.
Essa aparência in...





A origem do cachorro Dálmata é considerada incerta. Embora o nome da raça faça referência à região da Dalmácia, na atual Croácia, cães de aparência semelhante já apareciam em locais e épocas distantes, como:
Apesar desses registros visuais, a documentação escrita só surgiu mais tarde:
Entre os séculos XVII e XIX, o Dálmata ganhou fama como "cão de carruagem". A raça trotava ao lado dos cavalos, afastava ameaças e guardava os animais quando estavam sozinhos.
Essa função aproximou a raça tanto da nobreza europeia quanto das caravanas ciganas, o que explica por que sua origem é tão difícil de definir.
Na Inglaterra, os nobres chegaram a adotar o Dálmata como símbolo de status, chamando-o por apelidos curiosos, como:
O Dálmata foi registrado oficialmente no American Kennel Club (AKC) em 1888. Desde então, construiu uma forte ligação cultural com os bombeiros norte-americanos.
No século XIX, corria ao lado dos carros de combate a incêndios puxados por cavalos, abrindo caminho pelas ruas e latindo para alertar a população.
Essa tradição os consagrou como símbolo dos quartéis até hoje: os Dálmatas ainda desfilam com os famosos Budweiser Clydesdales, cavalos de tração que são símbolo dos Estados Unidos.
Além disso, o sucesso do clássico da Disney 101 Dálmatas (1961) consolidou a imagem da raça como um dos cães mais icônicos do mundo, ampliando ainda mais sua popularidade.
No Brasil, o Dálmata Clube de São Paulo, fundado em 1959, foi responsável pela expansão da raça. A popularidade aumentou nas décadas de 1970 e 1980, impulsionada pelos filmes da Disney.
Após um período de queda no interesse, importações da Argentina, Estados Unidos, Europa e Austrália melhoraram o plantel brasileiro, garantindo exemplares mais equilibrados e competitivos em exposições.
Hoje, a raça de cachorro Dálmata mantém espaço consolidado nas pistas e continua a conquistar tutores que valorizam sua energia e elegância.
O Dálmata é um cão afetuoso e divertido, mas que demanda tempo, dedicação e socialização constante para se tornar um pet equilibrado.
Sua energia é praticamente ilimitada, e ele precisa de no mínimo duas horas de exercícios diários, incluindo caminhadas, corridas ou brincadeiras intensas. Se não for estimulado, pode ficar impaciente e temperamental, desenvolvendo comportamentos destrutivos.
O nome da raça faz referência à região da Dalmácia, na atual Croácia. No entanto, cães semelhantes já foram retratados em pinturas do Egito Antigo, em capelas da Itália medieval e em obras inglesas do século XVII.
Os filhotes de Dálmatas nascem totalmente brancos, e suas manchas começam a aparecer somente a partir das duas semanas de vida. Outro detalhe curioso é que a raça costuma ter ninhadas grandes, com 8 a 15 filhotes em média.
O Dálmata é a única raça canina conhecida por "sorrir". Os cães conseguem curvar o lábio superior, mostrando os dentes de forma amistosa. Esse gesto pode indicar entusiasmo, respeito ou até uma forma de apaziguamento diante do tutor.
O sucesso mundial após o filme 101 Dálmatas aumentou a procura pela raça, mas trouxe efeitos colaterais preocupantes:
O impacto foi tão grande que, nos Estados Unidos, os registros no AKC caíram cerca de 90% nos 10 anos posteriores a 2000. Esse episódio é lembrado até hoje como exemplo de como a fama midiática pode prejudicar uma raça.

De comprimento regular, com crânio plano e focinho longo e poderoso, sem ser pontudo.
De tamanho médio, redondos e brilhantes, marrons escuros ou âmbar.
Inseridas altas, de tamanho moderado, finas e caídas rente à cabeça, com machas.
Forte e atlético, com dorso reto, peito profundo e costelas bem arqueadas.
De inserção média, firme na base, afilada na ponta e levemente curva.
O Dálmata precisa de uma dieta balanceada e nutritiva, rica em proteínas de qualidade, com gorduras e vitaminas equilibradas.
O mais indicado é que receba uma ração com baixo teor de purinas, sempre acompanhada de hidratação constante, já que a raça tem predisposição à formação de cálculos urinários.
Em geral, um adulto consome cerca de 1,5 a 2 xícaras de ração seca por dia, divididas em duas refeições regulares. Essa rotina ajuda a evitar tanto o sobrepeso quanto problemas digestivos.
Com uma dieta adequada, hidratação e monitoramento veterinário, o cachorro Dálmata mantém o corpo saudável e a energia que é sua marca registrada.
De porte médio, o Dálmata não exige cuidados complexos de higiene, mas alguns pontos precisam de atenção constante para mantê-lo saudável e confortável.
A pelagem do Dálmata é curta e ele solta pelos o ano inteiro. São necessárias escovações semanais, com luva e escova de cerdas macias, para remover os fios soltos, reduzir a queda pela casa e manter o pelo brilhante.
Os banhos podem ser ocasionais, já que o pelo repele sujeira com facilidade e o cão raramente apresenta mau cheiro.
Por ter pelagem clara e curta, o Dálmata pode apresentar sensibilidade cutânea. É indicado usar shampoos específicos para cães de pele sensível, e evitar banhos muito frequentes.
Como as orelhas são caídas, acumulam mais umidade e sujeira. É importante limpá-las regularmente com produtos adequados para evitar infecções e mau cheiro.
As unhas devem ser aparadas pelo menos uma vez por mês, evitando desconforto ao andar ou risco de enroscar e se quebrar.
A escovação dental deve ser feita de forma regular, com cremes dentais veterinários, para prevenir acúmulo de tártaro, mau hálito e doenças periodontais.
A exposição prolongada ao sol deve ser evitada. Em dias de sol intenso, áreas expostas como focinho e orelhas podem receber loção hidratante veterinária.
Por ser uma raça antiga e muito difundida, os Dálmatas apresentam problemas hereditários relativamente comuns. Criadores responsáveis seguem os padrões estabelecidos por clubes como o AKC e a FCI, realizando exames para reduzir a incidência dessas doenças.
A surdez hereditária é a condição de saúde mais conhecida da raça. Estudos indicam que 10 a 12% dos filhotes de Dálmata nascem completamente surdos, enquanto 22 a 24% apresentam surdez unilateral (apenas um ouvido).
Os Dálmatas apresentam dificuldade genética em metabolizar purinas, o que aumenta a excreção de ácido úrico e os torna mais propensos a cálculos renais e urinários.
Além de oferecer apenas ração com baixo teor de purinas, também é indicado que:
Devido à pelagem clara e curta, o dálmata pode apresentar sensibilidade cutânea e desenvolver dermatites. Também há incidência de alergias alimentares e de contato.
Assim como em outras raças de porte médio a grande, o Dálmata pode sofrer de displasia coxofemoral, uma condição hereditária que afeta a articulação do quadril.
Para auxiliar na prevenção e tratamento dos problemas hereditários ou adquiridos ao longo da vida, os check-ups veterinários periódicos são fundamentais.
Consultas veterinárias regulares permitem o diagnóstico precoce de condições como:
Além disso, o veterinário pode solicitar exames laboratoriais de rotina para monitorar função renal e urinária, já que a raça tem predisposição a cálculos. Acompanhamento frequente é essencial para manter o Dálmata ativo e saudável por muitos anos.
Assim como todas as raças, o Dálmata precisa de prevenção contínua contra vermes, pulgas e carrapatos, desde filhote. O protocolo deve ser definido junto ao médico-veterinário, considerando idade, peso, estilo de vida e grau de exposição do animal.
As principais formas de proteção são:
A prevenção é sempre o cuidado mais seguro para manter o Dálmata protegido e saudável.
Acompanhe o cronograma de vacinação com as principais imunizações e seus reforços ao longo da vida no quadro abaixo.
Quer saber o papel de cada imunizante e como proteger seu Dálmata em todas as fases da vida? Confira nosso conteúdo com tudo sobre vacinação para cães.

O Dálmata é um cão que adora desafios mentais e responde bem a treinos consistentes. No ranking "A Inteligência dos Cães", de Stanley Coren, a raça ocupa a 39ª posição, o que mostra sua boa capacidade de aprendizado.
Porém, também pode ser teimoso, o que torna o adestramento desde filhote essencial. O contato frequente com pessoas, outros cães e diferentes ambientes ajuda a evitar que se torne reservado, tímido ou possessivo na vida adulta.
A raça responde muito bem a métodos de adestramento positivo, baseados em recompensas como petiscos, brinquedos e elogios. Métodos rígidos ou punitivos não funcionam bem, já que é uma raça sensível e pode ficar insegura.
Além do exercício físico intenso que já faz parte da rotina, o dálmata precisa de atividades de enriquecimento mental, como:
Ter um filhote de Dálmata em casa é sinônimo de energia e descobertas. Nessa fase, o pet precisa de:
Também é essencial preparar a rotina com itens básicos, como comedouros, bebedouros, coleira e brinquedos. Vale lembrar que os custos de criação podem variar de acordo com a saúde do cão, o estilo de vida da família e as necessidades individuais do pet.
Por ser uma raça que pode desenvolver surdez hereditária, é recomendado que o filhote de Dálmata faça o Teste BAER (Brainstem Auditory Evoked Response), logo nos primeiros meses. Esse exame identifica precocemente possíveis limitações auditivas.
Cães com perda auditiva podem levar uma vida plena, mas precisam de adestramento adaptado (com sinais visuais em vez de comandos sonoros). Assim como receber estímulos positivos para se tornar um adulto equilibrado e obediente.

Sim, são ótimos companheiros para crianças maiores e cheias de energia, já que adora correr e brincar. Porém, pode ser intenso demais para bebês e crianças pequenas, o que exige sempre supervisão nas interações.
Por ser um cão de porte médio e um pouco atrapalhado, o tutor deve monitorar as brincadeiras para evitar acidentes. Com socialização desde filhote, pode conviver bem com outros cães e até gatos, reduzindo o risco de se tornar reservado ou agressivo.
Apesar do comportamento naturalmente vigilante e protetor, o Dálmata não é considerado um cão de guarda típico, já que costuma ser mais sociável do que agressivo. Seu papel é mais de alerta do que de defesa.
Não é a raça mais indicada para apartamentos pequenos ou para tutores sedentários. Afinal, são cães que precisam de muito espaço ou, no mínimo, de uma rotina intensa de exercícios com caminhadas longas, corridas e brincadeiras diárias.
Em geral, os Dálmatas não estão entre as raças mais barulhentas. Na verdade, utilizam o latido como forma de alerta, em situações específicas, como ao ouvir campainhas, sirenes ou quando percebem algo fora do comum.
Não. Embora a maioria dos dálmatas tenha manchas pretas, também existem exemplares com manchas marrons (hepáticas), e essa variação é reconhecida pelos padrões oficiais da raça.
Ou seja, não deve ser considerada “rara” nem justificar preços mais altos em criadores sérios.