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Bloodhound

Famoso por inspirar personagens icônicos da Disney como Pluto e Pateta, o Bloodhound - também conhecido como Cão de Santo Humberto - é um cão de grande porte, inconfundív...

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História


Chamado de "pai de todos os cães farejadores", o Bloodhound tem uma história que mistura lenda, devoção e nobreza.


Embora já existissem registros de cães semelhantes na Grécia e Roma antigas, foi na Idade Média que a raça ganhou a forma mais próxima da atual.


Quando monges do Mosteiro de San Humberto, na região das Ardenas (atual Bélgica), iniciaram um dos primeiros programas de criação seletiva da história.


Acredita-se que tenham cruzado sabujos normandos franceses com cães de caça britânicos e raças locais, buscando um animal resistente, de faro apuradíssimo e capaz de rastrear por longas distâncias.


Sob a liderança de Santo Humberto, padroeiro dos caçadores, desenvolveram cães de faro excepcional para rastrear grandes presas, como javalis, lobos e veados.


Chegada à Inglaterra e evolução


Todos os anos, dois exemplares, um preto e castanho, eram oferecidos como presente ao rei da França, que por sua vez os distribuía entre nobres, consolidando sua reputação aristocrática.


Em 1066, durante a invasão normanda, o rei Guilherme levou alguns desses cães para a Inglaterra. Lá, a variedade preta e castanha manteve o nome Bloodhound, enquanto a branca, conhecida como Talbot Hound, acabou desaparecendo.


Nessa época, o trabalho do Bloodhound ainda estava ligado principalmente à caça de grandes animais. Mas, com o tempo, a sua habilidade em seguir rastros logo começou a ser aplicada na busca por pessoas.


Do campo para as lendas


Entre os séculos XII e XVI, os Bloodhounds eram usados nas fronteiras da Escócia para localizar fugitivos e ladrões de gado.


Há registros de que participaram da perseguição a figuras históricas como Robert the Bruce e William Wallace (líder militar e símbolo da resistência escocesa no século XIII).


Na época, recusar-se a liberar um “cão de caça” para rastrear suspeitos podia ser visto como cumplicidade no crime.


O faro lendário também chamou a atenção da ciência. No século XVII, o físico Robert Boyle registrou um caso em que um Bloodhound rastreou uma pessoa por cerca de 11 km, atravessando estradas e vilarejos, até encontrá-la escondida em um quarto.


Reconhecimento e preservação da raça


A padronização oficial do Bloodhound aconteceu na Inglaterra, no século XIX, marcando o início de sua exportação em número significativo para os Estados Unidos e outros países da Europa, onde conquistou fama como cão policial e de busca e resgate.


Durante a Segunda Guerra Mundial, a raça quase desapareceu na Grã-Bretanha, mas sobreviveu graças a linhagens mantidas no exterior, que foram reintroduzidas após o conflito.


Hoje, o Bloodhound é reconhecido oficialmente pela FCI (Grupo 6 – Cães farejadores, sabujos e raças assemelhadas), pela AKC e pela CBKC.


Com o tempo, além de atuar em operações de rastreamento, passou a ser criado também como cão de companhia, mantendo a mesma devoção e sensibilidade que exibia no trabalho, conquistando admiradores em todo o mundo.


Comportamento


O Bloodhound é um cão de temperamento dócil e gentil, conhecido por sua natureza afetuosa com pessoas e outros bichos. Socializar essa raça desde cedo é fundamental para desenvolver confiança e equilíbrio emocional.


A raça apresenta uma sensibilidade natural, que faz com que reaja intensamente tanto a estímulos positivos quanto negativos. A exposição gradual a diferentes ambientes e tipos de companhia ajuda a evitar medos excessivos e comportamentos inseguros.


Como todo cão farejador, tem energia de sobra e precisa de passeios diários e atividades que estimulem o olfato e a mente. Caminhadas longas, brincadeiras de rastreamento e um ambiente seguro ajudam a evitar o tédio e a prevenir comportamentos destrutivos.


Se percebe um cheiro interessante, dificilmente resiste à tentação de segui-lo. Essa curiosidade, aliada ao faro apuradíssimo, exige supervisão constante, já que o cão pode percorrer grandes distâncias sem perceber.


Dentro de casa, costuma ser tranquilo e carinhoso, mas ao ar livre revela seu lado explorador e a habilidade como escavador — características que tornam indispensável manter o espaço bem protegido.


Por reunir instinto de rastreamento e um coração afetuoso, os Bloodhounds precisam de tutores presentes e dispostos a acompanhar seu ritmo, recompensando esse cuidado com lealdade e companheirismo inigualáveis.


Curiosidades


1. O faro do Bloodhound é tão preciso e confiável que, em alguns casos, os resultados de suas buscas foram aceitos como provas em tribunais dos Estados Unidos.


2. A raça entrou para a história como o primeiro cão policial farejador, sendo usada inclusive nas investigações sobre os crimes de Jack, o Estripador, na Londres do século XIX.


3. O Guinness Book reconhece o Bloodhound como o primeiro animal cujas evidências foram consideradas admissíveis na Justiça americana.


4. A palavra inglesa sleuth (detetive) vem do termo escocês sleuthhound, que era usado para se referir ao Bloodhound e, com o tempo, passou a significar “investigador” ou “detetive” de forma geral.


5. O nome “Bloodhound” tem origem na expressão inglesa blooded hound, que significa “cão de sangue puro”, uma referência à linhagem nobre e criteriosamente controlada. Registros históricos indicam que o termo já era usado na literatura antes de 1350 d.C.


6. É chamado de "cão de Santo Humberto" em homenagem a François Hubert, padroeiro dos caçadores.


7. Um Bloodhound chamado Tigger entrou para o Guinness Book ao conquistar o recorde mundial de orelhas mais longas já registradas: juntas, medem 69,1 cm.


8. Alguns Bloodhounds atuam em projetos de combate à caça ilegal na África, utilizando seu faro excepcional para rastrear caçadores e localizar armas, armadilhas ou outros indícios de atividade criminosa.


Nessas operações, conhecidas como mantrailing, eles seguem rastros humanos por longas distâncias, ajudando equipes de conservação a proteger a fauna local.


Características físicas

caracteristicas fisicas

Orelhas

Extremamente longas, finas e macias ao toque, com as pontas voltadas para dentro e para trás.

Boca

Mandíbulas fortes, com mordedura em tesoura, os lábios são grossos e bem caídos.

Olhos

De formato losangular, devido à queda natural da pálpebra inferior.

Pelagem

Curta, densa, firme e bem assentada ao corpo, com textura suave e fácil manutenção.

Corpo

Porte poderoso, estrutura óssea robusta e pele muito solta, especialmente na cabeça e pescoço.

Alimentação


Por ser um cão de porte grande, crescimento rápido e alta resistência física, o Bloodhound precisa de uma dieta que apoie ossos fortes, articulações saudáveis e energia estável ao longo do dia, sem favorecer o ganho excessivo de peso.


Sua anatomia de peito profundo também exige atenção para evitar problemas como a torção gástrica, tornando indispensável o fracionamento das refeições.


O ideal é oferecer uma ração específica para raças grandes, ajustada à idade (filhote, adulto ou sênior) e ao nível de atividade, preferencialmente do tipo Super Premium, que já fornece todos os nutrientes essenciais na quantidade certa, como:


  • Proteínas de qualidade: essenciais para manter força muscular para longas caminhadas e sessões de rastreamento. Essa raça usa o corpo de forma contínua, e proteínas de alto valor biológico aceleram a recuperação muscular.

  • Gorduras saudáveis (Ômegas 3 e 6): mantêm a pelagem brilhante e a pele protegida, algo essencial para cães que exploram diferentes terrenos. Também auxiliam no controle de inflamações articulares e contribuem para a saúde cognitiva.

  • Condroitina e glucosamina: dão suporte às articulações e cartilagens, prevenindo desconfortos e mantendo a mobilidade, especialmente na idade adulta e na velhice.

  • L-Carnitina: favorece o uso eficiente das reservas de gordura como energia, o que ajuda o Bloodhound a manter o ritmo em atividades prolongadas sem sobrecarregar articulações.

  • Carboidratos de liberação lenta: mantêm a energia constante durante o dia, evitando quedas bruscas de disposição.

  • Probióticos e prebióticos: auxiliam na digestão e na absorção de nutrientes, prevenindo desconfortos intestinais comuns em cães grandes e ativos.

  • Antioxidantes naturais: como vitamina E, vitamina C e selênio, que reforçam a imunidade e combatem o desgaste celular causado pelo exercício frequente e pelo contato com ambientes externos.

  • Qual a quantidade de ração ideal para um Bloodhound?


    De forma geral, um Bloodhound adulto consome de 4 a 8 xícaras de ração seca por dia, variando conforme peso, idade e nível de atividade.


    O ideal é dividir essa quantidade em duas ou três porções menores, controlar o consumo de água logo após as refeições, além de evitar brincadeiras ou exercícios intensos antes e depois de comer.


    Sempre consulte um médico-veterinário para ajustar a dieta conforme as características e necessidades do seu cão.


    Higiene e manutenção


    O nível de cuidado com a higiene do Bloodhound é alto e deve ser mantido de forma constante.


    Embora sua pelagem curta exija apenas escovações semanais, a raça demanda atenção especial a regiões que acumulam saliva, umidade e sujeira, como as orelhas longas, as dobras faciais e os lábios caídos.


    Sem a limpeza regular, essas áreas podem gerar mau cheiro, infecções e desconforto. Para manter uma rotina de higiene bem estruturada é essencial criar um cronograma para os seguintes cuidados:


    Escovação semanal para manter a pele saudável


    Mesmo com pelo curto, o Bloodhound solta pelos o ano todo, com duas trocas mais intensas ao ano.


    Para controlar a queda e manter a higiene, a escovação semanal com luvas de borracha ou escovas de cerdas macias ajuda a remover pelos soltos, distribuir a oleosidade natural e estimular a circulação da pele.


    Durante os períodos de queda intensa, é recomendado aumentar a frequência para 2 a 3 vezes por semana.


    Banhos ocasionais e atenção à secagem


    O banho no Bloodhound pode ser realizado a cada 30 a 45 dias, utilizando sempre shampoos e condicionadores veterinários para peles sensíveis.


    Apesar de serem banhos ocasionais, a área ao redor do peito e do focinho pode precisar de limpezas mais frequentes, até diárias, quando houver acúmulo de baba e mau cheiro.


    A secagem completa das dobras da pele também é muito importante, principalmente na região do rosto e no pescoço, indispensável para prevenir dermatites por umidade.


    Por conta do porte, peso e possível resistência à água, o apoio de um profissional facilita o manejo e garante segurança.


    Conte com os serviços de Banho e Tosa da Pet Anjo, disponíveis nas unidades Cobasi. São especialistas no manejo de raças grandes, garantindo higiene segura e bem-estar durante todo o processo.


    Controle diário da baba e limpeza do rosto


    Devido aos lábios soltos e caídos, o Bloodhound tem alta tendência a babar, especialmente após comer, beber ou se exercitar.


    Para evitar mau cheiro e acúmulo de umidade, limpe a boca, o queixo e o pescoço várias vezes ao dia com toalhas limpas ou lenços umedecidos veterinários.


    Bandanas podem ser usadas para absorver o excesso de baba, devendo ser trocadas sempre que ficarem úmidos.


    Se o cão balançar a cabeça, a saliva pode se espalhar facilmente pelo ambiente. Por isso, manter essa rotina de higiene é essencial para a saúde da pele e a limpeza da casa.


    Cuidados diários com as dobras faciais


    O Bloodhound é conhecido pelas orelhas longas e caídas e pela pele solta, que forma rugas profundas ao redor da cabeça, focinho e pescoço, características que exigem atenção redobrada à higiene.


    Essas dobras acumulam facilmente umidade, saliva e restos de comida, criando um ambiente propício para dermatites, fungos e bactérias.


    Para prevenir problemas de pele, limpe as dobras faciais diariamente com lenço umedecido próprio para cães. Em seguida, seque completamente a região, especialmente após banhos, refeições ou momentos de brincadeira em que o cão possa ter molhado o rosto.


    Manter essa rotina de cuidado é fundamental para evitar odores desagradáveis, coceiras e infecções.


    Limpeza dos olhos


    O Bloodhound, por ter pálpebras inferiores caídas, pode acumular secreções e sofrer irritações oculares com mais facilidade. A limpeza regular é fundamental para prevenir inflamações e desconfortos.


    Faça a higienização de 2 a 3 vezes por semana usando soro fisiológico ou lenços oftálmicos veterinários, sempre limpando do canto interno para o externo.


    Se houver secreção excessiva, vermelhidão ou coceira, procure um médico-veterinário para avaliar a causa. Alterações oculares não tratadas podem evoluir para problemas mais sérios.


    Em períodos de pólen ou poeira intensa, o veterinário pode indicar o uso de colírios lubrificantes para evitar ressecamento das pálpebras.


    Higiene das orelhas longas


    As orelhas longas e caídas do Bloodhound, embora charmosas, exigem atenção redobrada. Quando o cão se inclina, elas podem arrastar no chão, na comida ou na água, acumulando sujeira, umidade e restos de alimento.


    Condições que favorecem o desenvolvimento de bactérias, fungos e infecções de pele.


    A limpeza deve ser feita regularmente, abrangendo tanto a parte interna (canal auditivo) quanto a externa, para prevenir otite canina e lesões que possam evoluir para dermatoses profundas.


  • Utilize solução otológica recomendada por um veterinário, aplicando algumas gotas no ouvido e massageando suavemente a base para soltar resíduos.

  • Limpe o excesso com algodão ou discos de algodão. Nunca com cotonetes, pois eles podem empurrar a sujeira para dentro e causar lesões.

  • Tutores, esse cuidado é muito importante! Verifique semanalmente sinais de alerta como mau odor, secreção amarelada/esverdeada, vermelhidão ou dor ao toque. Caso identifique qualquer alteração, procure atendimento veterinário imediatamente.


    Higiene bucal regular


    Assim como em qualquer raça, a saúde bucal do Bloodhound deve ser uma prioridade. A escovação dos dentes deve ser feita de 2 a 3 vezes por semana com escova e pasta específicas para cães petiscos dentais podem complementar o cuidado, auxiliando na remoção mecânica da placa bacteriana, mas não substituem a escovação.


    Iniciar esse hábito desde filhote facilita a adaptação e torna o momento mais tranquilo tanto para o cão quanto para o tutor.


    Além de ser essencial para prevenir o acúmulo de tártaro, mau hálito e doenças periodontais, problemas que podem afetar não apenas a boca, mas também órgãos internos.


    Saúde


    O Bloodhound é um cão de trabalho robusto, mas seu porte grande, peito profundo e características anatômicas particulares o tornam predisposto a certas doenças ortopédicas, gástricas, oculares, neurológicas, auditivas e dermatológicas.


    A prevenção, o diagnóstico precoce e o acompanhamento veterinário regular são essenciais para manter a qualidade de vida da raça, especialmente quando entram na fase sênior.


    Quais são as doenças mais comuns no Bloodhound?


    Entre as condições de saúde que mais afetam a raça estão:


  • Displasia coxofemoral e de cotovelo: má-formação articular que provoca dor e dificuldade de locomoção.

  • Dilatação Gástrica-Volvo: estômago dilata e gira, sendo emergência veterinária grave que em 60% dos casos pode levar ao óbito do pet.

  • Mielopatia Degenerativa: doença neurológica que compromete gradualmente a coordenação e a força dos membros posteriores, levando à perda de mobilidade.

  • Infecções de ouvido: orelhas longas e caídas do Bloodhound favorecem a retenção de umidade e resíduos, criando um ambiente propício para a proliferação de fungos e bactérias.

  • Olho de cereja: o prolapso da glândula ocular provoca o surgimento de uma massa avermelhada no canto interno do olho, causando irritação e aumentando o risco de infecções.

  • Dermatite de dobras cutâneas: as rugas profundas no rosto e no pescoço acumulam umidade, saliva e resíduos, favorecendo o surgimento de irritações e infecções de pele.

  • Obesidade: a tendência ao sedentarismo, somada à alimentação excessiva, torna o Bloodhound propenso ao excesso de peso.

  • Problemas oculares: a raça pode apresentar diversas condições oftalmológicas, como entrópio, ectrópio, ceratoconjuntivite seca e catarata.

  • Como manter a saúde do Bloodhound em dia?


    Manter um Bloodhound saudável exige atenção constante à prevenção de doenças, identificação precoce de problemas e acompanhamento veterinário regular.


    Por se tratar de uma raça grande, com predisposição a certas condições, os cuidados devem ser consistentes ao longo de toda a vida.


    Acompanhamento veterinário regular


    O check-up veterinário é indispensável para detectar alterações antes que causem sintomas evidentes. O ideal é realizar uma avaliação completa ao menos uma vez por ano ou a cada seis meses em cães idosos.


    Esses cuidados aumentam a chance de diagnósticos precoces e tratamento eficaz, contribuindo para a qualidade e a expectativa de vida do Bloodhound.


    Controle de peso e alimentação balanceada


    O excesso de peso sobrecarrega articulações, aumenta o risco de displasia e favorece problemas cardíacos e metabólicos. Ofereça ração de qualidade, respeite as porções recomendadas e evite petiscos calóricos.


    Se estiver em dúvida sobre o peso ideal do seu Bloodhound, é possível fazer uma avaliação rápida em casa usando o "teste da costela", que faz parte do score corporal utilizado por veterinários.


    O ideal é que os cães da raça se mantenham entre os níveis 4 e 5 (corpo bem definido, cintura visível e costelas palpáveis, mas não aparentes).


    Prevenção contra a Dilatação Gástrica-Volvo (DGV)


    Para reduzir as chances do Bloodhound desenvolver a torção gástrica:


  • divida a alimentação em 2 ou 3 porções diárias;

  • mantenha o comedouro no chão;

  • evite exercícios intensos até 1 hora antes e depois das refeições.

  • Em cães predispostos, o veterinário pode indicar a gastropexia preventiva (cirurgia que fixa o estômago para reduzir o risco do problema).


    Saúde ocular


    Inspeções frequentes ajudam a identificar sinais precoces, como vermelhidão, secreção, lacrimejamento ou alteração na visão. Ao notar qualquer alteração, procure atendimento veterinário para diagnóstico e tratamento adequados.


    Proteção antiparasitária


    A pelagem densa e o hábito de explorar ambientes externos tornam o Bloodhound mais suscetível a infestações por pulgas, carrapatos e vermes.

    O protocolo preventivo deve ser contínuo e adaptado ao estilo de vida, com uso de produtos tópicos, orais ou coleiras de ação prolongada, sempre sob orientação veterinária.


    vermífugos periódicos e higienização do ambiente, incluindo áreas de descanso e quintais, são indispensáveis.


    Mesmo sem sinais visíveis, o cão pode abrigar parasitas por semanas, colocando em risco sua saúde e a da família, já que algumas doenças transmitidas por carrapatos também afetam humanos. Formas comuns de prevenção são:


  • Produtos antiparasitários tópicos ou orais.

  • Coleiras de ação prolongada.

  • Vermífugos periódicos.

  • Atividade física moderada e estímulo mental


    O Bloodhound aprecia caminhadas tranquilas e exercícios que envolvam o faro. Atividades de baixo impacto ajudam a preservar as articulações, enquanto brinquedos interativos e jogos de busca mantêm o cão mentalmente estimulado e emocionalmente equilibrado.


    Enriquecimento ambiental


    Viver em um ambiente estimulante é fundamental para o bem-estar do Bloodhound. Desafios olfativos, brinquedos recheáveis e mudanças sutis no ambiente incentivam a exploração segura.


    Assim como interações com outros cães também são benéficas. Além de evitar o tédio e comportamentos indesejados, o enriquecimento ambiental fortalece o vínculo entre tutor e cão, reduz a ansiedade de separação e contribui para um dia a dia mais saudável.


    Vacinação


    O calendário vacinal é um dos pilares da saúde dos cães, ajudando a proteger contra doenças graves, altamente contagiosas e, em alguns casos, fatais.


    Não tenha dúvidas sobre quais vacinas aplicar, quando reforçar e como proteger seu Bloodhound durante toda a vida. Confira nosso infográfico exclusivo com o calendário de vacinação completo.


    Se tiver mais dúvidas, acesse o Guia de Vacinação para Cães no Blog da Cobasi para mais detalhes.




    Vacinação

    Adestramento


    Treinar um Bloodhound exige paciência, consistência e, acima de tudo, uma abordagem positiva.


    Apesar de inteligentes e dispostos a agradar, são cães com um instinto de farejamento muito forte que pode desviá-los do foco com facilidade. Sem uma orientação precoce e constante, podem ser bastante teimosos.


    O tutor deve assumir uma postura firme, mas gentil, para ganhar o respeito e a cooperação do cão. E claro, investir no reforço positivo, com petiscos, elogios e carinhos.


    Comece cedo


    O período entre 8 e 16 semanas de idade é ideal para introduzir comandos básicos e socialização. Ensinar “senta”, “fica”, “vem” e “junto” desde cedo evita problemas de comportamento na fase adulta, como puxar excessivamente a guia ou ignorar chamadas.


    Além disso, é nessa fase que você consegue acostumar o cão com cuidados regulares de higiene, como escovação, limpeza das orelhas e olhos, por exemplo.


    Sessões curtas e objetivas


    O Bloodhound aprende melhor em treinos rápidos, de no máximo 10 a 15 minutos, repetidos algumas vezes ao dia. A concentração deles é limitada, especialmente quando há estímulos olfativos ao redor. Trabalhe um comando por vez para evitar confusão.


    Consistência é fundamental


    Use sempre as mesmas palavras para cada comando e mantenha regras claras. Se hoje o sofá é proibido, não permita acesso amanhã. A falta de coerência entre as orientações atrapalha o aprendizado e aumenta a frustração.


    Controle do instinto de farejar


    Como cães de rastreamento, eles tendem a seguir odores sem pensar duas vezes. Ensinar comandos de atenção, como “olha”, e praticar exercícios de faro de forma controlada ajuda a canalizar esse comportamento para momentos e locais seguros.


    Paciência e vínculo


    O adestramento do Bloodhound é um trabalho de longo prazo. Ao manter a calma e valorizar cada progresso, o tutor transforma o treino em um momento de conexão e parceria, e não apenas em uma tarefa.


    Adestradores profissionais podem ajudar!


    Uma boa dica para quem deseja acelerar o processo e evitar erros é contar com o apoio de adestradores, como os da Pet Anjo.


    São profissionais que entendem as necessidades específicas de cães de grande porte e com perfil independente como o Bloodhound, conduzindo o treinamento de forma segura e eficaz.


    Filhotes de Bloodhound

    Os filhotes de Bloodhound são curiosos, brincalhões e cheios de energia. Receber um desses pequenos exploradores em casa exige preparo e paciência, já que eles crescem rápido e têm necessidades específicas desde cedo.


    Nos primeiros meses, alguns cuidados são essenciais para garantir um desenvolvimento saudável e equilibrado:


  • Alimentação própria para filhotes de raças grandes, rica em nutrientes para apoiar o crescimento ósseo e muscular, prevenindo problemas articulares no futuro.

  • Vacinação e vermifugação em dia, iniciadas nas primeiras semanas e sempre seguindo a orientação veterinária.

  • Socialização positiva e gradual com pessoas, outros animais, sons e diferentes ambientes, para formar um cão seguro e confiante.

  • Adestramento básico com reforço positivo, começando desde cedo para ensinar comandos simples, regras de convivência e evitar maus hábitos.

  • Momentos de descanso em local tranquilo e seguro, já que, mesmo cheios de energia, os filhotes precisam dormir muitas horas por dia para se desenvolverem bem.

  • Importante! Apesar do entusiasmo e da vontade de explorar, o nível de exercício dos filhotes deve ser adaptado à idade para não sobrecarregar articulações em formação.


    O que não pode faltar na rotina do filhote de Bloodhound?


    Para receber um filhote de Bloodhound, existem alguns itens que são essenciais desde o primeiro dia. Para facilitar, separamos alguns produtos que não podem faltar na rotina do pet:


  • Cama confortável – com espaço para acompanhar o rápido crescimento.

  • Comedouro e bebedouro firmes – preferencialmente antiderrapantes para evitar acidentes.

  • Brinquedos resistentes – adequados para filhotes que estimulem o faro e a mastigação.

  • Kit de higiene – incluindo escova macia para pelagem curta, kit de higiene bucal e tapete higiênico.

  • Coleira peitoral com identificação – mais segura e confortável para passeios iniciais.

  • Com esses itens, uma rotina de socialização positiva, exercícios moderados e acompanhamento veterinário, seu filhote de Bloodhound terá tudo o que precisa para se desenvolver com saúde e bem-estar.


    Quer saber mais sobre tudo o que é essencial para o filhote? Confira nosso guia completo sobre enxoval para filhotes no Blog da Cobasi.


    Imagem do filhote de Bloodhound

    Perguntas frequentes

    Qual a expectativa de vida do Bloodhound?

    A expectativa de vida média é de 10 a 12 anos, podendo variar conforme genética, cuidados preventivos, alimentação e nível de atividade física.


    Bloodhound podem morar em apartamento?

    Não é o cenário ideal, mas é possível se o tutor estiver disposto a garantir atividades estimulantes, exercícios diários e passeios. O espaço interno precisa ser seguro e adaptado para uma raça grande.


    Mas, vale dizer, uma casa com um ambiente grande e adequado é o melhor ambiente para a raça.


    Bloodhounds se dão bem com crianças?

    Sim, costumam ser afetuosos e pacientes, principalmente se socializados desde cedo. Mas, devido ao porte e força, podem derrubar crianças pequenas sem querer. A supervisão é fundamental, especialmente com menores de 5 anos.


    O Bloodhound é ativo?

    Muito! Apesar da fama de “cão preguiçoso” de filmes, é uma raça enérgica, criada para trabalho e rastreamento. Precisa gastar energia diariamente para evitar o tédio e comportamentos destrutivos.


    O Bloodhound baba muito?

    Sim, especialmente após beber água, comer ou se agitar. É comum tutores carregarem toalhas para limpar a baba e manter a casa mais organizada.


    O Bloodhound late muito?

    Não costuma latir de forma exagerada, mas tem uma voz grave, profunda e inconfundível. Geralmente vocaliza quando encontra um rastro interessante ou para chamar a atenção, o que pode ser escutado à distância.


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    Altura58 a 69 cm
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    TamanhoGrande
    PeloCurto
    CoresPreto e castanho, marrom e fulvo, vermelho

    Características

    Energia
    Obediência
    Inteligência
    Territorialismo
    Companheirismo
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