O Welsh Corgi Cardigan é uma das raças britânicas mais antigas e também uma das mais curiosas à primeira vista.
Seu corpo alongado, as patas curtas e as orelha...
O Welsh Corgi Cardigan é uma das raças britânicas mais antigas e também uma das mais curiosas à primeira vista.
Seu corpo alongado, as patas curtas e as orelha...





O Welsh Corgi Cardigan é uma das raças britânicas mais antigas, considerado a variedade de Corgi com raízes mais profundas no País de Gales.
Há registros que remontam ao período neolítico, com representações em túmulos que lembram a silhueta típica da raça. No entanto, a origem exata permanece envolta em mistério.
Acredita-se que o Cardigan descenda do grupo dos teckels, cães de corpo alongado e patas curtas trazidos pelos celtas para o País de Gales há mais de mil anos.
Na região montanhosa de Cardiganshire, esses cães foram cruzados com pastores locais, dando origem a um animal robusto e versátil, capaz de conduzir o gado durante o dia, proteger a fazenda à noite e até caçar pequenos animais.
Sua estrutura física não era por acaso: o peito profundo garantia boa capacidade pulmonar, as patas ligeiramente viradas para fora permitiam locomoção em áreas pantanosas e a pelagem dupla protegia contra o frio e a umidade do clima galês.
No fim do século XIX, quando muitos fazendeiros trocaram o gado por ovelhas, acredita-se que alguns Cardigans foram cruzados com o Collie galês.
Essa adaptação teria melhorado sua aptidão para o pastoreio de ovinos e possivelmente originado a variação de cor blue merle, hoje uma das mais características da raça.
O Cardigan começou a aparecer em exposições já em 1892, mas apenas em 1925 o Kennel Club inglês abriu classes específicas para os Corgis.
Até então, Cardigan e Pembroke eram apresentados como uma única raça, o que explica muitas semelhanças físicas e comportamentais. Somente em 1934 houve a separação oficial, e os dois passaram a ser reconhecidos como raças distintas.
Embora nunca tenha alcançado a mesma popularidade do Pembroke, especialmente por sua ligação com a realeza britânica, o Cardigan ganhou admiradores fiéis em países como Estados Unidos, Austrália, Escandinávia e Nova Zelândia.
Atualmente, é apreciado tanto como cão de família quanto em competições de agility e obediência, mantendo viva a combinação de tradição, resistência e companheirismo que o acompanha desde os campos galeses.
O Welsh Corgi Cardigan é um cão alerta, ativo e inteligente, moldado por séculos de trabalho no pastoreio. Esse passado explica sua disposição constante para participar da rotina da família e sua necessidade de manter a mente ocupada.
De temperamento equilibrado e estável, não é tímido nem agressivo, convivendo bem com crianças, outros cães e até gatos quando socializado desde cedo. Apesar do porte compacto, é um cão moderadamente enérgico que precisa de exercícios diários.
Como todo cão de pastoreio, pode apresentar a tendência de "arrebanhar" pessoas, mordiscando calcanhares em brincadeiras, comportamento que deve ser redirecionado com adestramento positivo.
Também possui um latido de aviso forte, herança de sua função como guardião das fazendas. No entanto, não costuma latir de forma incômoda ou sem motivo, desde que receba atenção e estímulos adequados.
1. Diferente do Pembroke, o Cardigan é reconhecido pelo rabo longo, uma de suas marcas registradas.
2. A raça descende do mesmo grupo de cães que deu origem ao Dachshund, o que explica seu corpo alongado e patas curtas.
3. Diferente de outros cães pastores, o Cardigan foi treinado para morder os calcanhares do gado e conduzi-lo para longe, ajudando os fazendeiros a proteger suas terras de pasto.
4. A palavra “corgi” vem do galês, onde “cor” significa anão e “gi” significa cachorro. Já "Cardigan" faz referência à região de Cardiganshire, sua terra natal.
5. Na antiguidade, as leis galesas aplicavam punições severas a quem roubasse ou ferisse um Cardigan, já que o valor do cão era diretamente ligado à prosperidade da família.
6. Além de grandes e arredondadas, as orelhas do Cardigan garantem uma audição aguçada, ajudando tanto no alerta contra estranhos quanto no trabalho de pastoreio.

Lembra a de uma raposa, com focinho afinado e mordida em tesoura.
Olhos médios e arredondados, geralmente em tons de marrom, com expressão sempre alerta e simpática. Nos cães blue merle, os olhos podem ser azuis.
Grandes, eretas e com pontas arredondadas, afastadas uma da outra e bem proporcionais ao corpo.
Alongado e forte, com peito profundo e costelas bem arqueadas. A linha das costas é reta e firme.
Longa, felpuda e lembrando a de uma raposa. Normalmente é mantida baixa, mas levantada quando o cão está em movimento ou atento.
A dieta do Welsh Corgi Cardigan deve ser nutricionalmente equilibrada, respeitando a idade (filhote, adulto ou sênior), o peso e o nível de energia do cão.
Como essa é uma raça com tendência ao sobrepeso, é indispensável que o tutor ofereça uma ração de alta qualidade e controle as porções diárias, evitando problemas articulares e sobrecarga na coluna.
Uma boa alimentação para o Cardigan deve garantir:
O Cardigan se adapta muito bem a rações Super Premium formuladas para cães de porte pequeno/médio. Essas opções já oferecem todos os nutrientes nas proporções adequadas, evitando excessos que podem levar ao ganho de peso.
Na Cobasi, você encontra diversas opções de ração para Corgi, pensadas para atender às necessidades da raça em cada fase da vida.
E, se ainda houver dúvidas, no Blog da Cobasi há conteúdos completos sobre como escolher a ração ideal e também sobre os diferenciais das rações Super Premium.
Meça sempre a quantidade oferecida e limite os petiscos a, no máximo, 10% das calorias diárias. Essa prática ajuda a manter o Cardigan no peso certo e garante uma vida mais longa e saudável ao lado da família.
O Welsh Corgi Cardigan precisa de uma rotina simples, mas regular de higiene, que garante saúde e bem-estar no dia a dia.
O Welsh Corgi Cardigan tem uma pelagem dupla, com subpelo denso e camada externa protetora, o que resulta em queda acentuada de pelos, principalmente durante a troca de estações.
Para manter o pelo saudável e a casa livre de excesso de fios, o ideal é escovar de duas a três vezes por semana e, nos períodos de muda, aumentar para escovação diária.
É importante reforçar que o Cardigan não deve ser tosado, pois a tosa retira a proteção natural da pelagem, deixando a pele vulnerável.
O banho do Cardigan não precisa ser muito frequente, já que a pelagem tende a soltar sujeira e poeira sozinha quando seca.
Em média, um banho a cada 30 a 40 dias é suficiente, podendo ser antecipado se o cão se sujar em passeios ou rolar no chão.
Sempre utilize shampoos próprios para cães, de preferência suaves e hidratantes, e certifique-se de que o pelo fique totalmente seco antes da escovação, para evitar problemas de pele.
As unhas do Cardigan devem ser aparadas a cada três a quatro semanas, ou antes, se estiverem encostando no chão. Unhas longas prejudicam a postura e podem causar dor ao caminhar.
Já os dentes precisam ser escovados duas a três vezes por semana com creme dental veterinário, prevenindo tártaro e mau hálito. Brinquedos mastigáveis podem ajudar na limpeza, mas não substituem a escovação regular.
As orelhas grandes e eretas do Cardigan favorecem o acúmulo de cera e poeira, devendo ser verificadas semanalmente.
A limpeza deve ser feita apenas quando houver sujeira visível, com solução otológica própria para cães aplicada em gaze macia. Esse cuidado simples ajuda a prevenir otites e desconfortos.
O Welsh Corgi Cardigan é considerado um cão rústico e resistente, mesmo assim, existem algumas condições de saúde que merecem atenção especial, principalmente devido ao seu corpo alongado e à predisposição genética da raça.
Por isso, o controle rigoroso da dieta, aliado a exercícios regulares, é a principal forma de prevenção. Consultas veterinárias periódicas, vacinação em dia e protocolos de prevenção contra vermes, pulgas e carrapatos completam a base para manter o cão saudável.
Assim como em outras raças de patas curtas, a displasia de quadril pode aparecer no Cardigan. Trata-se de uma má-formação da articulação que causa dor, claudicação e, em casos graves, artrite precoce.
A mielopatia degenerativa é uma doença progressiva que afeta cães idosos, destruindo lentamente os nervos da medula espinhal. Os primeiros sinais são tropeços, arrastar das patas traseiras e dificuldade para se levantar.
Entre as doenças que merecem atenção está a atrofia progressiva da retina (PRA), que leva à perda gradual da visão. O primeiro sinal costuma ser a cegueira noturna, evoluindo para a cegueira total ao longo dos anos.
O Cardigan também pode desenvolver catarata e outras alterações oculares, que devem ser monitoradas em consultas de rotina.
O Cardigan é conhecido pelo apetite generoso e pela tendência à obesidade, o que agrava todos os problemas ortopédicos e reduz a expectativa de vida.
Essas medidas simples de prevenção são a forma mais segura de manter o Welsh Corgi Cardigan saudável por muitos anos.
A vacinação é essencial para proteger o Cardigan contra raiva, cinomose, parvovirose, hepatite canina, leptospirose, entre outras doenças graves e contagiosas.
O cronograma de imunização deve ser seguido desde filhote e atualizado com os reforços anuais, sempre com orientação veterinária. Assim, o Welsh Corgi Cardigan pode aproveitar todas as fases da vida com mais saúde e longevidade.
No Blog da Cobasi, você encontra um guia completo com o cronograma de vacinação para cães, sobre o papel de cada vacina e como proteger seu Corgi em todas as fases da vida.

O Welsh Corgi Cardigan é um cão muito inteligente e aprende com facilidade, mas pode ser um pouco independente em certas situações.
Por isso, o ideal é começar o adestramento e a socialização ainda filhote, aproveitando a fase em que ele está mais aberto a novas experiências.
Essa abordagem aproveita a rapidez de aprendizado da raça e fortalece o vínculo com o tutor. Por ser descendente de cães de pastoreio, o Cardigan herdou alguns instintos, como o hábito de:
Esses comportamentos não são problemas se forem direcionados corretamente desde cedo, com treinos consistentes e estímulos adequados.
Quando bem educado e socializado, o Cardigan se torna um cão equilibrado, afetuoso e confiável, perfeito para famílias, inclusive em lares com crianças.
Para quem deseja um apoio extra, contar com a ajuda de um adestrador profissional pode facilitar o processo e tornar a convivência ainda mais harmoniosa.
Receber um filhote de Welsh Corgi Cardigan em casa exige preparo e atenção às necessidades da raça.
Esses cães chegam cheios de energia, curiosidade e vontade de explorar. Por isso, é essencial oferecer um ambiente seguro, adaptado e uma rotina de cuidados e estímulos positivos desde os primeiros dias.
Para garantir que o filhote cresça saudável e equilibrado, é importante seguir alguns pontos básicos:
Para facilitar a adaptação, monte um enxoval com os itens essenciais:

Com bons cuidados, uma alimentação equilibrada e acompanhamento veterinário regular, o Cardigan pode viver em média 12 a 15 anos. Alguns exemplares chegam até aos 16 ou 17 anos.
Sim. Por ser inteligente e aprender comandos com facilidade, é uma raça que costuma agradar tutores iniciantes. Mas é importante manter a rotina de passeios, controle do peso e socialização precoce, pontos fundamentais para o bem-estar da raça.
Apesar de ser enérgico, o Cardigan pode viver muito bem em espaços menores, desde que o tutor ofereça passeios diários, enriquecimento ambiental e estímulos mentais. O espaço físico em si não é um problema, mas a falta de atividades pode levar ao tédio.
Embora sejam parentes próximos, são raças distintas desde 1934, quando a separação foi reconhecida oficialmente.
O Cardigan é a variedade mais antiga, originária de Cardiganshire, e se diferencia pelo corpo mais robusto, orelhas arredondadas e cauda longa.
Já o Pembroke, de Pembrokeshire, tem porte mais compacto, orelhas pontudas e muitas vezes nasce sem cauda.
A popularidade maior do Pembroke está ligada à sua associação com a família real britânica, enquanto o Cardigan conquistou admiradores fiéis principalmente nos Estados Unidos.
Não é recomendado. O Cardigan é um cão sociável e muito apegado à família, podendo desenvolver ansiedade de separação se passar várias horas sozinho.
Para tutores que ficam fora durante o dia, é essencial investir em brinquedos interativos, enriquecimento ambiental e, sempre que possível, contar com passeadores ou cuidadores para evitar o estresse.