Dos populares caramelo e fiapo de manga, até os pretos, brancos, malhados ou peludos, o vira-lata, também chamado de SRD (Sem Raça Definida), é considerado o verdadeiro s...
Vira-lata





História
A origem do vira-lata é indefinida, já que cada cão sem raça definida (SRD) nasce de misturas únicas entre diferentes raças. Essa diversidade impossibilita estabelecer uma linhagem padronizada e reforça a singularidade de cada exemplar.
No Brasil, o termo “vira-lata” surgiu no início do século XX, quando esses cães se multiplicaram nas grandes cidades.
Muitos viviam em áreas pobres e eram vistos revirando latas de lixo em busca de alimento, o que deu origem à expressão. Durante décadas, o nome carregou um peso pejorativo, associado a animais de rua e indesejados.
Com o tempo, a visão sobre esses cães mudou. A sigla SRD passou a ser usada para identificar os sem raça definida, e o termo "vira-lata" deixou de ser negativo.
Hoje, ambos são utilizados como sinônimos para descrever cães que, mesmo sem pedigree ou padrões reconhecidos por entidades como o AKC, se tornaram parte essencial da cultura popular brasileira.
Comportamento
O comportamento do cachorro vira-lata (SRD) não pode ser definido de forma rígida, já que cada exemplar é resultado de uma combinação única de características herdadas das raças que compõem sua origem. Ou seja, não existe um padrão de temperamento fixo.
De maneira geral, o vira-lata é reconhecido por ser um cão companheiro, sociável e brincalhão, que cria vínculos profundos com a família e convive bem com crianças, idosos e outros animais.
A inteligência e a capacidade de aprendizado também se destacam, especialmente quando estimulados com carinho e reforço positivo.
Outro aspecto marcante é a facilidade de adaptação. Esses cães costumam se ajustar sem dificuldade a diferentes rotinas e ambientes, tornando-se ótimos parceiros para famílias grandes ou tutores que vivem sozinhos.
Entre os traços comportamentais mais comuns dos SRDs estão:
A individualidade de cada cão sem raça definida faz com que a convivência seja sempre especial. Cada vira-lata surpreende com um temperamento exclusivo, moldado por sua genética e pelas experiências vividas.
Curiosidades
1. Um cão 100% brasileiro
Em outros países, cães de origem mista são chamados de mixed breed. No Brasil, porém, o termo “vira-lata” se tornou único e ganhou força cultural, representando os cães sem raça definida (SRD) como símbolo nacional.
2. Os cães SRD tem vários apelidos regionais
Além de “vira-lata”, esses cães também são chamados de “pé duro” ou “rasga saco”, dependendo da região do país. O nome técnico, no entanto, é SRD (Sem Raça Definida).
3. É mais barato cuidar de um vira-lata?
Assim como qualquer cão, precisam de vacinas, vermifugação, alimentação de qualidade e visitas regulares ao veterinário.
4. Vira-latas vivem mais?
Não há provas científicas de que tenham expectativa de vida superior. O que realmente influencia é a prevenção e os cuidados diários.
5. Vira-lata caramelo: de meme a patrimônio cultural
O vira-lata caramelo é o grande embaixador dos SRDs no Brasil. Em 2023, um Projeto de Lei (1897/23) foi proposto para reconhecê-lo como patrimônio cultural imaterial do país, reforçando seu status de ícone nacional de lealdade e companheirismo.
6. Fenômenos das redes sociais
Nas redes, o carisma dos SRDs também viraliza. Um exemplo é a tendência do "fiapo de manga", apelido carinhoso dado a cães com aparência "desarrumada", que conquistou milhões de visualizações no TikTok e no Instagram, mostrando o quanto esses pets são amados pelos brasileiros.
Características físicas

Cabeça
Pode apresentar diferentes formatos, de acordo com a herança genética.
Face
Em geral, tem perfil mais primitivo, mas alguns indivíduos podem exibir focinho curto.
Orelhas
Encontradas em todos os tamanhos e formas (eretas, caídas ou semi-eretas).
Corpo
Pode ser mais compacto, esguio ou robusto, dependendo da mistura genética.
Cauda
Normalmente longa, podendo ser reta ou levemente curva.
Alimentação
Assim como qualquer outro cão, a dieta do vira-lata (SRD) precisa de ser equilibrada e rica em nutrientes para manter a saúde em dia e garantir qualidade de vida. Por isso, a escolha da ração deve considerar idade, porte, nível de atividade e condição de saúde.
As linhas Premium e Super Premium são as mais recomendadas, pois oferecem ingredientes de alta qualidade que fortalecem o sistema imunológico e contribuem para maior longevidade.
Recomendações por fase da vida
Na Cobasi, você encontra rações ideais para vira-latas de todos os portes e idades, com opções que garantem uma rotina alimentar completa e equilibrada.
E, se quiser aprofundar ainda mais, o Blog da Cobasi oferece conteúdos exclusivos sobre como escolher a ração certa para o seu cachorro, para entregar o máximo em qualidade e nutrição para o seu pet.
Cuidados extras com a alimentação
Uma alimentação equilibrada é fundamental para fortalecer a resistência natural dos SRDs e contribuir para uma vida longa e saudável.
Higiene
Apesar de não seguirem um padrão único, os cuidados com a higiene do vira-lata são fundamentais para garantir saúde, conforto e bem-estar. Existem práticas gerais que ajudam a manter o cão sempre limpo e saudável:
Cuidados com a pelagem
Higiene geral
Saúde
Existe um mito de que o SRD seria naturalmente mais saudável do que cães de raça. Embora alguns cruzamentos espontâneos reduzam a incidência de certas doenças hereditárias, isso não significa que o vira-lata seja imune a problemas.
Pesquisas mostram que tanto cães sem raça definida quanto cães de raça pura estão sujeitos a doenças comuns, como artrite, problemas articulares, alergias e distúrbios oculares.
Como cuidar da saúde de um cão Vira-lata?
O que realmente influência a saúde é a prevenção, com atenção à:
Consultas veterinárias regulares
Visitas periódicas ao médico-veterinário são essenciais para a saúde do SRD. Além de manter as vacinas em dia, o profissional pode identificar precocemente qualquer problema de saúde e orientar sobre cuidados específicos.
Não espere o animal apresentar sintomas para procurar atendimento: a prevenção é sempre a melhor escolha.
Proteção contra parasitas externos
Pulgas e carrapatos são comuns em cães ativos e podem transmitir doenças. O uso de antiparasitários deve ser indicado pelo veterinário, que avaliará o produto e a dosagem correta de acordo com o porte e o peso do animal.
Vermifugação
O protocolo de vermifugação é definido pelo médico-veterinário, com base na idade e porte do animal. Sendo indispensável para prevenir infestações por vermes internos, como lombrigas, ancilostomídeos e tênias.
A importância da castração
Cães vira-lata apresentam grande facilidade de reprodução. Uma cadela SRD pode ter até oito filhotes em uma única ninhada.
A castração é fundamental para o controle populacional e também para a saúde: previne a piometra (infecção uterina grave) nas fêmeas e reduz o risco de tumores.
Vacinação
A vacinação é a base da saúde preventiva do vira-lata (SRD), que protegem contra doenças graves e altamente contagiosas, como cinomose, parvovirose, hepatite infecciosa canina e leptospirose.
Além delas, a vacina antirrábica é obrigatória por lei em todo o Brasil, garantindo não apenas a proteção do pet, mas também a segurança da família e da saúde pública.
Para entender a função de cada vacina e como proteger o seu vira-lata em todas as fases da vida, confira nosso conteúdo completo: guia de vacinação para cães.
Para facilitar a vida dos tutores, elaboramos um cronograma de vacinação com as principais imunizações e seus reforços ao longo da vida:

Adestramento
O adestramento do cachorro vira-lata (SRD) deve ser baseado em respeito e afeto. O uso de reforço positivo, com petiscos, elogios e brincadeiras, é a forma mais eficaz de ensinar comportamentos adequados e corrigir hábitos indesejados.
São cães inteligentes e versáteis, respondendo muito bem ao treino quando a abordagem é consistente. Comandos básicos como "senta", "fica" e "junto" podem ser aprendidos rapidamente quando há paciência e repetição.
Socialização e exercícios
O SRD costuma ser cheio de energia e adora interações. Passeios diários, brinquedos e contato com outros animais são essenciais para estimular a socialização e evitar problemas de comportamento.
Essa etapa é ainda mais importante para cães resgatados, que podem carregar traumas de abandono e necessitam de um processo de adaptação gradual.
Dicas práticas para tutores
Mantenha a consistência: treinar um pouco todos os dias: prefira sessões curtas de 5 a 10 minutos, evitando que o cão perca o interesse. E claro, recompense cada progresso com algo positivo (petisco, carinho ou brinquedo).
Para cães adultos, tenha paciência. Hábitos antigos podem ser modificados, mas o processo é mais lento.
Contar com a orientação de um adestrador profissional pode acelerar o aprendizado e tornar o processo mais eficaz.
Na Pet Anjo, tutores encontram especialistas qualificados em comportamento canino, preparados para desenvolver treinos personalizados que garantem uma rotina mais equilibrada, segura e agradável para o pet e para toda a família.
Adoção responsável de vira-latas
O vira-lata (SRD) é um dos cães mais populares do Brasil, mas também está entre os que mais sofrem com o abandono. Estima-se que milhões de cães sem raça definida ainda vivem nas ruas, expostos à fome, maus-tratos e doenças.
O Dia Nacional do Vira-Lata, celebrado em 31 de julho, nasceu justamente para incentivar a adoção responsável, combater preconceitos e reforçar a importância do bem-estar animal.
Por que adotar um vira-lata?
Adotar um vira-lata (SRD) é uma das formas mais eficazes de combater o abandono. Cada pet que ganha um lar abre espaço para que ONGs e abrigos resgatem outros animais em situação de risco, reduzindo a presença de cães nas ruas.
Quando unida à castração e aos cuidados preventivos, a adoção contribui para o controle populacional e ajuda a evitar doenças e desequilíbrios causados pela superpopulação de animais abandonados.
Perfil dos cães abandonados no Brasil
De acordo com levantamento do Cobasi Cuida, o vira-lata é o principal perfil de animal abandonado no Brasil, sendo também o que mais lota abrigos e ONGs.
A maioria dos resgatados apresentava pelagem preta ou caramelo, cores que infelizmente estão entre as mais comuns nas estatísticas de abandono.
Além delas, também foram identificados cães nas cores marrom (10,9%), branco (8,2%), ferrugem (5,5%), cinza (4,4%) e outros padrões (7,1%).
Entre os vira-latas em situação de rua:
Esses dados só reforçam como a adoção responsável é importante. Adotar um vira-lata (SRD) não é apenas oferecer abrigo, mas assumir um compromisso de longo prazo, feito de cuidado, respeito e amor incondicional.
Cada tutor que escolhe a adoção responsável não transforma só a vida de um cão abandonado, mas também contribui para uma sociedade mais justa e compassiva.
O Cobasi Cuida atua ao lado de ONGs e protetores independentes, apoiando o resgate, o tratamento e a adoção de milhares de animais em todo o Brasil.
Ao abrir as portas da sua casa para um vira-lata, você se torna parte dessa corrente do bem, ajudando a escrever um futuro mais digno para todos os cães que ainda aguardam por uma família.
Filhotes de Vira-lata
O filhote de vira-lata (SRD) é naturalmente cheio de energia, explorando cada canto da casa e exigindo atenção redobrada dos tutores.
Essa fase é marcada por aprendizado intenso, socialização e desenvolvimento físico. Por isso, é essencial oferecer um ambiente seguro e acolhedor.
Montar um enxoval de boas-vindas ajuda a garantir conforto ao pet, facilita a adaptação à nova rotina e torna o dia a dia do tutor muito mais prático.
Entre os itens essenciais no enxoval do filhote estão:
Com esses cuidados, o filhote de SRD cresce em um ambiente estruturado, ganhando confiança, aprendendo limites e fortalecendo o vínculo com a família desde cedo.
Para mais dicas, confira nosso guia completo de como cuidar de cachorro filhote.

Perguntas frequentes
Quantos anos um vira-lata vive?
A expectativa de vida do vira-lata (SRD) é de 10 a 15 anos em média, podendo ser maior quando o pet recebe alimentação equilibrada, vacinas em dia e acompanhamento veterinário regular.
Além disso, fatores como porte, ambiente e rotina influenciam diretamente na longevidade.
Vira-lata é um verdadeiro cão híbrido?
Não! O vira-lata é considerado um cão sem raça definida, resultado de cruzamentos entre diferentes raças domésticas.
Já o “híbrido verdadeiro” é o cruzamento entre um cão e um animal selvagem, como lobo ou coiote. Esses animais têm comportamento imprevisível, exigem licenças especiais e não são recomendados como pets.
É bom ter um vira-lata?
Sim, o vira-lata é conhecido por ser um cão companheiro, inteligente e adaptável, capaz de se ajustar a diferentes estilos de vida.
Vira-lata é bom para famílias com crianças?
De modo geral, o vira-lata convive muito bem com crianças, especialmente quando recebe socialização e educação desde cedo. Esses cães costumam ser carinhosos, brincalhões e pacientes, tornando-se ótimos pets para famílias.
Vira-lata pode viver em apartamento?
Graças à sua capacidade de adaptação, o SRD pode viver em espaços menores, desde que receba passeios diários, estímulos mentais e atividades físicas adequadas ao seu porte e nível de energia.
Como descobrir a origem das raças que compõem um vira-lata?
Embora não exista como definir com precisão a ancestralidade de um cão sem raça definida (SRD) apenas pela aparência, já é possível contar com recursos modernos para investigar sua origem.
Os testes genéticos caninos utilizam uma amostra de saliva para identificar as raças presentes no DNA do pet.
Além de revelar a mistura que deu origem ao vira-lata, esses exames também podem trazer informações relevantes sobre a saúde, indicando a presença de marcadores genéticos associados a doenças comuns em determinadas raças.
Essa análise auxilia o tutor a compreender melhor as necessidades do animal e a planejar cuidados preventivos ao longo da vida.






