O Akita Americano é um cão de grande porte, robusto, imponente e profundamente leal. Descendente direto do tradicional Akita Inu japonês, essa variação foi desenvolvida n...
Akita Americano





História
A história do Akita Americano começa no Japão, mais precisamente na província de Akita, no século XVII. Nessa época, surgiram os primeiros cães conhecidos como Akita Matagiinu, usados na caça de javalis, veados e até ursos.
Esses cães robustos também eram chamados de Odate Inu, ou “cães do campo nevado”, por viverem nas regiões montanhosas e frias.
A partir de 1868, o Akita foi cruzado com raças como o Tosa e o Mastiff, o que aumentou seu tamanho e força, mas também fez com que algumas características típicas dos cães do tipo Spitz fossem perdidas.
Em 1908, as rinhas de cães foram proibidas no Japão, e o Akita passou a ser preservado como símbolo nacional. Essa valorização culminou, em 1931, no reconhecimento oficial da raça como Monumento Natural do Japão.
Foi também nesse período que a lealdade do Akita ganhou fama mundial com a história de Hachiko. Nascido em 1923, o cão acompanhava diariamente seu tutor até a estação de Shibuya, em Tóquio.
Mesmo após a morte do dono, continuou voltando ao local todos os dias por quase dez anos, tornando-se um verdadeiro ícone cultural japonês.
Inspirada por essa história, a ativista americana Helen Keller visitou o Japão em 1937 e levou consigo o primeiro exemplar da raça para os Estados Unidos.
O impacto da Segunda Guerra
Durante a Segunda Guerra Mundial (1939–1945), o Akita enfrentou o risco de extinção. Muitos cães foram sacrificados, pois suas peles eram usadas para confeccionar roupas militares.
Apenas os Pastores Alemães eram poupados, por sua função no exército, o que levou alguns criadores a cruzarem seus Akitas com pastores para evitar que fossem confiscados.
No fim do conflito, restavam três tipos diferentes de Akita: os Matagis, os de briga e os cruzados com Pastores Alemães. Nesse cenário, ganhou destaque a linhagem DEWA, que trazia traços de Mastiff e Pastor Alemão.
Um cão chamado Kongo-Go, pertencente a essa linha, alcançou grande popularidade, e muitos de seus descendentes foram levados para os Estados Unidos por soldados americanos que retornavam da guerra.
Chegada aos Estados Unidos
Nos EUA, esses exemplares chamaram a atenção por sua imponência, inteligência e capacidade de adaptação, dando origem ao que conhecemos hoje como Akita Americano.
A popularidade da nova variação cresceu rapidamente: em 1956 foi fundado o Akita Club of America, e em 1972 o American Kennel Club (AKC) reconheceu oficialmente a raça.
Entretanto, divergências com o Japanese Kennel Club (JKC), que defendia a preservação do Akita Inu original, impediram a troca de pedigrees entre os países.
Esse impasse acabou selando a separação entre as duas versões: o Akita Inu, mais leve e elegante, e o Akita Americano, mais robusto e variado em cores.
Consolidação do Akita Americano
Desde então, o Akita Americano se consolidou como uma raça distinta, especialmente nos Estados Unidos e na Europa.
Enquanto o Japão manteve o Akita Inu como símbolo cultural e buscou resgatar suas características originais, os americanos desenvolveram um cão de porte maior, cabeça larga e instinto de guarda acentuado.
Hoje, o Akita Americano é reconhecido como um dos grandes cães de trabalho e guarda, sem deixar de ser também um companheiro leal e afetuoso para famílias experientes.
Comportamento
O Akita Americano é descrito oficialmente como um cão amigável, alerta, receptivo, digno, dócil e corajoso. Na prática, seu temperamento combina coragem, independência e lealdade inabalável à família.
É um cão silencioso e reservado, que raramente late sem motivo, mas está sempre atento ao ambiente e pronto para proteger aqueles que considera parte de sua "matilha".
Apesar de ser um cão afetuoso e confiável com a família, o Akita Americano costuma se mostrar reservado e desconfiado com estranhos.
Essa postura natural de vigilância faz do Akita Americano um dos melhores cães de guarda, mas também exige tutores experientes, capazes de conduzir sua socialização desde filhote.
Territorialidade e convivência
Outro traço marcante do Akita Americano é o forte instinto territorialista. A raça tende a não se dar bem com cães do mesmo sexo e pode reagir de forma dominante em disputas de espaço.
Por isso, é fundamental investir em treinamento com reforço positivo e expor o cão a diferentes pessoas, sons e ambientes desde filhote, para aprender a lidar melhor com situações novas.
Com crianças da família, o Akita Americano costuma ser protetor e tolerante, mas por ser um cão de grande porte e temperamento firme, a convivência deve sempre ser supervisionada.
É um cão que respeita hierarquia e responde melhor a tutores firmes, consistentes e justos. A chave para o equilíbrio está em uma socialização precoce, liderança estável e uma rotina bem estruturada de atividades físicas e mentais.
Curiosidades
1. Cães do "país da neve" – Os primeiros Akitas eram conhecidos como Odate Inu ou "cães do campo nevado", já que surgiram em uma região fria e montanhosa do Japão, onde ajudavam na caça de javalis e ursos.
2. Dedos palmados para a neve – O Akita tem dedos levemente palmados, que distribuem melhor o peso e ajudam a caminhar na neve. Essa adaptação também facilitava a saída de lagos congelados.
3. Cauda felpuda e enrolada – A marca registrada da raça é a cauda grossa e felpuda que se enrola sobre o dorso. Cada Akita tem uma curvatura única, tornando-a um verdadeiro "cartão de visitas" da raça.
4. Comportamento limpo como o dos gatos – O Akita tem o hábito de se lamber para se limpar, assim como os felinos. Por isso, costuma ser considerado um dos cães mais higiênicos.
Características físicas

Cabeça
Maciça e proporcional ao corpo, focinho profundo, trufa preta e mordedura em tesoura.
Face
Olhos pequenos, escuros e triangulares, expressão atenta e reservada.
Orelhas
Triangulares, eretas, inserção alta, levemente arredondadas nas pontas.
Corpo
Tronco mais longo que alto, peito profundo, dorso reto e patas compactas.
Cauda
Espessa, felpuda e enrolada sobre o dorso ou apoiada no flanco.
Alimentação
A alimentação do Akita Americano deve ser sempre de alta qualidade e adaptada ao porte grande da raça. Sendo indicado rações Premium ou Super Premium, formuladas especialmente para cães de raças grandes.
Uma dieta balanceada ajuda a manter o cão saudável e a prevenir problemas comuns como obesidade, distúrbios digestivos, doenças articulares e até alergias de pele.
A rotina nutricional deve ser pensada conforme a fase de vida, tamanho e necessidades individuais. Isso garante que o Akita mantenha seu porte imponente, energia equilibrada e saúde ao longo de todas as fases da vida.
Nutrientes essenciais para o Akita Americano
A dieta de um Akita deve garantir rações com:
Necessidades especiais sobre alimentação do Akita Americano
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Na Cobasi, você encontra diversas opções de rações de alto padrão, pensadas para atender às necessidades do Akita Americano em todas as fases, do filhote ao cão sênior.
Higiene
O Akita Americano exige uma rotina básica, mas constante, de cuidados de higiene. A pelagem dupla e o porte robusto pedem atenção especial com escovação, banho, dentes, unhas e orelhas, garantindo saúde e bem-estar no dia a dia.
Pelagem e queda de pelos
A raça possui pelagem dupla e espessa, que o protege do frio, mas demanda manutenção regular. O Akita perde pelos durante todo o ano e passa por duas trocas intensas de subpelo, na primavera e no outono.
Nesses períodos, a escovação deve ser diária para remover os fios mortos e evitar nós. Fora da troca sazonal, uma escovação semanal já ajuda a manter o pelo bonito e saudável.
Ferramentas como escova de pinos, pente de metal e ancinho para subpelo são as mais indicadas.
Além disso, é uma raça que não lida bem com o calor. Por causa do pelo denso, pode sofrer com superaquecimento em dias quentes, sendo essencial oferecer sombra, água fresca e ambiente ventilado.
Cuidados gerais de higiene
Com esses cuidados simples e regulares, o Akita Americano mantém sua saúde em dia, pelagem sempre bonita e conforto em qualquer estação do ano.
Saúde
Assim como outros cães grandes, o Akita Americano tem maior propensão à displasia coxofemoral, uma alteração hereditária na articulação do quadril que compromete a mobilidade e pode causar dor e dificuldade de locomoção.
Além disso, a raça apresenta predisposição a hipotireoidismo (disfunção hormonal), atrofia progressiva da retina (que pode levar à cegueira) e algumas doenças autoimunes.
Por isso, consultas de rotina, check-ups anuais, vacinação em dia e o uso regular de vermífugos e antiparasitários são medidas indispensáveis para manter a saúde do Akita sob controle.
Principais problemas de saúde na raça
Prevenção e cuidados
O acompanhamento veterinário regular é essencial para detectar precocemente qualquer alteração. Um médico-veterinário nutrólogo ou clínico geral pode orientar sobre dieta adequada, prevenção da obesidade e suplementação para articulações.
Também é importante monitorar o comportamento e os sinais clínicos do cão, como: mancar, coçar em excesso, alterações na visão ou perda de energia.
Com manejo correto, boa alimentação e visitas regulares ao veterinário, o Akita Americano pode levar uma vida longa, saudável e ativa ao lado da família.
Vacinação
A vacinação é parte essencial da saúde preventiva do Akita Americano, protegendo contra doenças graves e contagiosas.
Veja o cronograma de imunização com as principais vacinas e os reforços indicados ao longo da vida da raça.
Quer entender melhor a função de cada vacina e como garantir a proteção do seu Akita em todas as fases? Acesse nosso conteúdo especial no blog: Guia completo de vacinação para cães.

Adestramento
O Akita Americano exige liderança firme, socialização precoce e adestramento positivo. Quando bem treinado, torna-se um cão obediente, equilibrado e extremamente devotado à família.
Reforço positivo
O método mais indicado para a raça é o reforço positivo, que consiste em recompensar o bom comportamento com petiscos, brinquedos ou carinho. Técnicas punitivas não funcionam e podem até estimular reações agressivas.
Socialização precoce
Por ser naturalmente desconfiado com estranhos e ter forte instinto protetor, o Akita precisa de socialização desde cedo. O ideal é acostumá-lo ainda filhote a diferentes pessoas, ambientes, sons e experiências.
Isso ajuda a reduzir a reatividade e torna a convivência mais tranquila.
Instinto de caça e convivência
O Akita Americano tem forte instinto de caça, o que pode dificultar sua convivência com outros cães e animais. A maioria se adapta melhor sendo o único pet da casa.
Além disso, nunca deve ser deixado solto em áreas abertas sem cercas seguras, já que pode se tornar imprevisível diante de estímulos externos.
Evitando o tédio
Cães da raça podem desenvolver comportamentos destrutivos se ficarem sozinhos por muito tempo ou sem estímulos suficientes.
Para evitar isso, é essencial garantir uma rotina com exercícios físicos, brinquedos de enriquecimento ambiental e momentos de interação com a família.
Adestramento profissional
Contar com o apoio de um profissional especializado em comportamento canino pode fazer toda a diferença no manejo do Akita Americano.
Na Pet Anjo, você encontra adestradores capacitados que utilizam técnicas modernas e seguras, ajudando a tornar a rotina do seu cão mais harmoniosa, segura e prazerosa para toda a família.
Filhotes de Akita Americano
O filhote de Akita Americano é cheio de energia, curioso e em fase de rápido desenvolvimento.
Entre os 4 e 8 meses de idade, o crescimento é especialmente acelerado, e o tutor pode notar mudanças físicas intensas em pouco tempo. Essa fase exige atenção redobrada com alimentação, saúde e socialização.
Cuidados iniciais
Alimentação do filhote
O Akita cresce rápido, mas não deve ganhar peso de forma excessiva. Por isso, precisa de uma ração Super Premium para filhotes de raças grandes, formulada para garantir desenvolvimento saudável sem sobrecarregar os ossos e articulações.
As refeições devem ser divididas em 3 a 4 vezes ao dia, em porções medidas de acordo com a orientação veterinária.
Treinamento e socialização
Iniciar o adestramento ainda filhote é essencial para que o Akita Americano cresça obediente e receptivo.
A socialização precoce, apresentando o cão a diferentes pessoas, animais e ambientes, ajuda a reduzir a desconfiança natural da raça e torna a convivência mais equilibrada na vida adulta.
O filhote de Akita Americano precisa de rotina organizada, estímulos físicos e mentais, além de acompanhamento veterinário constante. Com esses cuidados, ele se desenvolve de forma saudável, disciplinada e se torna um adulto forte, confiante e leal à família.
Confira também nosso conteúdo completo sobre como montar um enxoval para cachorro filhote.

Perguntas frequentes
Akita é um cão agressivo?
O Akita não é agressivo por natureza, mas pode reagir de forma dominante ou territorial. A raça tende a ser reservada com estranhos e pode ter conflitos com cães do mesmo sexo. Com socialização precoce e tutores experientes, é equilibrado e confiável.
Os Akitas são bons cães de família?
Sim, desde que a família esteja preparada para lidar com um cão de grande porte, forte e independente. Ele costuma ser leal e protetor, mas a convivência com crianças pequenas deve ser sempre supervisionada.
Como é a personalidade do Akita?
O Akita é inteligente, corajoso, silencioso e reservado. É leal e protetor com a família, mas tende a ser desconfiado com estranhos e dominante com outros cães. Exige socialização desde cedo e tutores experientes.
O Akita Americano late muito?
O Akita Americano é conhecido por ser um cão silencioso e só late quando realmente acha necessário, geralmente para avisar sobre algo estranho ou quando está em modo de alerta.
Esse comportamento o torna um excelente cão de guarda, mas também significa que não é do tipo que incomoda com latidos excessivos.
O Akita Americano pode morar em apartamento?
Não é o cenário ideal. O Akita Americano é um cão de porte grande, com instinto territorialista e necessidade de espaço para se movimentar. Sem isso, pode desenvolver tédio, estresse e comportamentos destrutivos.
Qual a diferença entre o Akita Inu e o Akita Americano?
Ambos descendem do mesmo ancestral japonês, o Matagi Inu, mas foram desenvolvidos de formas diferentes:
Resumindo: o Akita Inu é mais refinado e tradicional, enquanto o Akita Americano é mais forte, pesado e versátil em cores.









