O Bengal, também chamado de gato-de-bengala, é uma das raças mais exóticas e admiradas do mundo.
Criado a partir do cruzamento entre o gato-leopardo-asiático e...
O Bengal, também chamado de gato-de-bengala, é uma das raças mais exóticas e admiradas do mundo.
Criado a partir do cruzamento entre o gato-leopardo-asiático e...





O gato Bengal tem sua origem nos Estados Unidos, a partir das experiências da pesquisadora Jean Sugden Mill, que em 1963 cruzou um gato doméstico preto com uma fêmea de gato-leopardo-asiático (Prionailurus bengalensis).
Na década de 1970, Jean Sugden Mill deu continuidade ao projeto em parceria com o Dr. Willard Centerwall, da Universidade Loyola.
O pesquisador mantinha híbridos para estudar a imunidade natural do gato-leopardo-asiático contra a leucemia felina. Esses exemplares foram fornecidos para os programas de criação.
Outros criadores, como Greg e Elizabeth Kent, também participaram do desenvolvimento da raça ao cruzarem leopardos-africanos com gatos Mau Egípcios, ampliando a base genética do Bengal.
A intenção sempre foi preservar a beleza selvagem dessa espécie em risco e, ao mesmo tempo, consolidar um pet de companhia com temperamento equilibrado.
O desenvolvimento exigiu várias gerações de cruzamentos para reduzir o instinto selvagem.
Foi nessa fase que o felino ganhou o perfil que conhecemos hoje: um gato de visual selvagem e personalidade afetuosa. A raça tornou-se sociável, carinhosa e adaptada à vida em casa, sem perder sua estética de "mini leopardo".
A The International Cat Association (TICA) registrou o Bengal como raça experimental em 1983 e concedeu reconhecimento pleno em 1993.
Posteriormente, a raça foi aceita pela Cat Fanciers' Association (CFA) em 2016, além de entidades como a American Cat Fanciers Association, a Canadian Cat Association e o Governing Council of the Cat Fancy no Reino Unido.
O gato-de-bengala começou a ganhar espaço no Brasil a partir dos anos 2000, quando criadores trouxeram os primeiros gatos para atender ao interesse crescente por raças exóticas.
Com sua aparência selvagem e comportamento enérgico, rapidamente conquistou tutores brasileiros e se tornou uma das raças mais procuradas entre os amantes de felinos.
Mesmo tendo ancestrais selvagens, o Bengal não é perigoso. É um gato ativo e sociável, que mantém forte instinto de caça. Não costuma ser muito obediente, mas aprende truques com facilidade quando recebe estímulos corretos.
Ágil e atlético, precisa de espaço e enriquecimento ambiental para correr, saltar e explorar. É fundamental oferecer gatificação, como prateleiras, tocas e arranhadores, além de brinquedos que estimulem a caça e o movimento.
O Bengal é também um gato inteligente, mantendo a vitalidade de filhote até a terceira idade. Muitos aprendem comandos, truques e até a passear de coleira.
Para não ficar entediado, necessita de estímulos mentais, como jogos de recompensa e brinquedos interativos.
Uma das características marcantes é a atração por água. Muitos gostam de brincar em torneiras, acompanhar o tutor escovando os dentes e até tentar entrar no chuveiro.
Quando bem socializado, é carinhoso, confiante e companheiro. Pode se adaptar a famílias com crianças e conviver com outros animais, desde que a introdução seja feita com paciência. É um gato que gosta de companhia e de participar da rotina da casa.
Os Bengals têm fama de "falantes", mas há variações individuais: alguns miam bastante e gostam de "conversar" com a família, enquanto outros são mais silenciosos. O tutor deve estar preparado para lidar com essa comunicação intensa em muitos casos.
É indicado para tutores experientes ou ativos, capazes de dedicar tempo a brincadeiras, adestramento e cuidados diários. É um gato que combina com ambientes espaçosos, famílias que valorizam interação e estímulo constante.

De tamanho médio, em formato largo e arredondado, com maçãs do rosto altas e focinho forte.
Pequenas a médias, arredondadas na ponta e levemente inclinadas para a frente.
Grandes, ovais e expressivos. Podem ser verdes, dourados ou azuis (nas variações como Seal Lynx).
Médio a grande, musculoso e atlético.
Grossa e de comprimento médio, afinando na ponta arredondada.
O Bengal não precisa de uma dieta especial, mas por ser ativo e musculoso deve receber ração Premium ou Super Premium, rica em proteínas e nutrientes de alta qualidade.
Essas fórmulas ajudam a sustentar seu metabolismo acelerado e mantêm a massa magra. Alguns tutores também optam por dieta sem grãos ou por alimentação crua balanceada, sempre com orientação veterinária.
Após a castração, o felino pode ter tendência ao sobrepeso. Para evitar isso, é importante controlar tanto a qualidade quanto a quantidade da ração.
O ideal é oferecer refeições fracionadas ao longo do dia, em vez da chamada "alimentação livre", que aumenta o risco de obesidade.
O tutor deve garantir água fresca e limpa diariamente, de preferência em fontes ou bebedouros com filtro, que incentivam o consumo. Uma dica é manter a tigela de água distante do pote de comida, já que o cheiro do alimento pode fazer o gato beber menos.
O Bengal se beneficia de ração Premium ou Super Premiumração úmida e de recursos que estimulem seu instinto de caça.
Quebra-cabeças de comida, brinquedos recheáveis e tapetes de lamber tornam as refeições mais divertidas e ajudam a gastar energia, prevenindo comportamentos destrutivos.
A quantidade de alimento varia conforme a idade, peso e nível de atividade. Em média, um Bengal adulto pesa de 4 a 7 kg, mantendo corpo magro e musculoso.
Para definir a porção adequada e evitar problemas de obesidade ou carências nutricionais, é essencial contar com a orientação do médico-veterinário.
Quer mais dicas? Saiba como escolher a melhor ração para gatos e garanta uma alimentação saudável para o seu Bengal.
O gato-de-bengala tem pelagem curta, macia e sedosa, que quase não solta pelos e exige cuidados simples. No geral, são fáceis de manter, mas precisam de uma rotina básica de higiene para garantir saúde e bem-estar.
O Bengal solta poucos pelos. Escovar duas vezes por semana já é suficiente para reduzir a queda e manter o brilho da pelagem. Durante as trocas de estação (fim do inverno e do verão), a escovação pode ser mais frequente.
Mesmo que a alimentação natural ajude a reduzir o tártaro, a maioria dos Bengals é alimentada com ração seca, o que pode gerar problemas orais se não houver a manutenção adequada.
Por isso, recomenda-se a escovação com creme dental veterinário algumas vezes por semana, além do uso de petiscos ou brinquedos mastigáveis.
O gato-de-bengala não precisa de banhos frequentes, já que faz sua própria higiene. Porém, como muitos gostam de água, é possível dar banhos ocasionais quando houver necessidade, sempre usando shampoo específico para gatos.
O banho a seco é uma boa alternativa para a rotina. Sprays ou lenços umedecidos próprios para felinos ajudam a remover sujeiras leves sem estresse e sem molhar o gato.
Essa opção é prática para emergências e mantém a pelagem limpa entre os banhos convencionais.
As unhas devem ser aparadas a cada 3 a 4 semanas. Arranhadores ajudam no desgaste, mas não substituem o corte regular.
Observe as orelhas do pet semanalmente, que devem estar sempre limpas e secas.
Para a higienização, utilize apenas soluções otológicas próprias para gatos. Esses produtos ajudam a remover sujeira, cerúmen em excesso e prevenir inflamações, sem agredir o canal auditivo.
A caixa de areia deve ser higienizada todos os dias, com troca completa da areia regularmente. Confira um guia completo sobre como limpar.
O Bengal é uma raça considerada saudável, com expectativa de vida entre 12 e 16 anos. Ainda assim, como outros gatos de raça pura, pode apresentar predisposição a algumas doenças genéticas e adquiridas:
O Bengal é saudável e resistente, mas sua energia, curiosidade e predisposição genética exigem alguns cuidados especiais. Com atenção à rotina de cuidados, é possível garantir que o pet viva com qualidade e bem-estar.
Consultas regulares são fundamentais para manter o gato-de-bengala saudável. Nessas consultas, o veterinário define uma série de cuidados, como:
O Bengal é extremamente enérgico e precisa se movimentar todos os dias. Para evitar tédio e comportamentos destrutivos, ofereça arranhadores, prateleiras e brinquedos interativos.
Passeios com guia e jogos de caça simulada em cercados externos seguros também ajudam a gastar energia e a manter o equilíbrio físico e mental.
O gato-de-bengala costuma se interessar por torneiras, chuveiros e até aquários. Essa curiosidade deve ser supervisionada para evitar acidentes. Em ambientes seguros, é possível oferecer fontes ou piscinas rasas como forma de enriquecimento.
O porte atlético da raça traz riscos de traumas nas articulações e predisposição à displasia coxofemoral. Evite quedas e brincadeiras de impacto. Consultas periódicas ajudam a monitorar a saúde ortopédica.
Alguns Bengals podem desenvolver cistite idiopática felina e obstruções urinárias. Manter a hidratação em dia, caixas de areia sempre limpas e um ambiente livre de estresse são medidas essenciais para reduzir esses riscos.

O gato-de-bengala é inteligente e aprende rápido. Com paciência e consistência, pode aprender truques, comandos básicos e até a usar coleira para passeios.
Use sempre recompensas, petiscos, elogios ou brinquedos, em sessões curtas de 5 a 10 minutos. Os castigos não funcionam e apenas geram estresse.
O tutor pode começar com comandos simples, como sentar, dar a pata ou atender ao chamado. Também é possível direcionar o gato para arranhadores, brinquedos e a caixa de areia, aproveitando seu instinto natural.
O Bengal pode ser territorial e caçador, por isso nem sempre convive bem com animais menores e frágeis. A socialização precoce é essencial para torná-lo equilibrado e receptivo.
Confira um guia completo sobre adestramento de gatos.
Tutores, ao adotar um gato-de-bengala filhote, a sua primeira função é criar um ambiente seguro e confortável, além de seguir corretamente o protocolo de vacinas e vermifugação com orientação veterinária.
Nos primeiros dias de vida, a higiene é essencial: após as sessões de amamentação, use algodão ou lenços umedecidos próprios para pets para estimular o filhote a urinar e evacuar.
Evite o acesso à rua e prepare a casa com os seguintes produtos para facilitar a adaptação e criar vínculo com o novo companheiro:
Para mais dicas, confira nosso guia completo sobre cuidados com gato recém-nascido.

Sim, o gato-de-bengala produz menos da proteína Fel d1, principal causadora de alergias em humanos, o que pode diminuir reações em pessoas sensíveis.
Mas, vale ressaltar que a produção de Fel d1 varia entre indivíduos. Ou seja, ser “hipoalergênico” não é um padrão da raça.
Sim, é um gato afetuoso, brincalhão e sociável. Pode viver bem com crianças e outros animais, caso seja socializado desde cedo.
Não, são gatos que soltam pouco pelo por ter pelagem curta e sedosa. A escovação semanal ajuda a reduzir ainda mais a queda.
Sim, desde que o ambiente seja enriquecido, tenha espaço e estímulos para gastar energia.